quinta-feira, 12 de março de 2015

DEPOIS DE TANTAS EMOÇÕES, MERECEMOS PRATOS DELICIOSOS !

FOI E AINDA SERÁ UMA SEMANA "PUNK" ATÉ ÀS 18 HORAS DE AMANHÃ. DEPOIS, VEM AÍ O FIM DE SEMANA. PRÁ VARIAR, VAMOS COZINHAR ? "TIPO ASSIM"...
QUE PAVÊ !!!!! RECEITA NO LINK !!!!!
VAMOS ENTÃO "BAIXAR A BOLA" E DESFRUTAR COMENDO BEM. GOSTEI DAS RECEITAS QUE ME ENCHERAM OS OLHOS NESTE LINK:

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VOCÊ E SUA FAMÍLIA PRECISAM APRENDER O QUE O GLÚTEN É DE VERDADE !

ASSISTA AO VÍDEO DO LINK ABAIXO E COMPREENDA O QUE ACONTECE QUANDO VOCÊ OU QUALQUER MORTAL INGERE GLÚTEN ! DEPOIS DECIDA SE QUER OU NÃO CONVIVER COM AS CONSEQUÊNCIAS DE TAL INGESTA... 
PARA LEGENDA EM PORTUGUÊS CLIQUE NA RODINHA DENTADA EMBAIXO À DIREITA  DA IMAGEM ! NÃO É UMA MARAVILHA MAS QUEBRA O GALHO...

https://www.youtube.com/watch?v=zDEcvSc2UKA

quarta-feira, 11 de março de 2015

QUE VOCÊ POSSA SE BENEFICIAR DESTE VÍDEO !

VOCÊ, TANTO QUANTO EU, ESTAMOS ESTUPEFATOS COM A FALTA DE CUIDADO DOS NOSSOS DIRIGENTES COM A COISA PÚBLICA. 
MUITAS VEZES SEM PALAVRAS OU SEM SABER COMO DEMONSTRAR OS NOSSOS SENTIMENTOS. 
ASSISTI A ESTE VÍDEO E ME SENTI UM POUCO MELHOR EM OUVIR UM JURISTA FALAR, COM MUITA PROPRIEDADE MAS COM A DESCONTRAÇÃO QUE NOS É CARACTERÍSTICA COMO BRASILEIROS QUE SOMOS. 
RECOMENDO QUE VOCÊ ASSISTA COMO ALGUÉM QUE PENSA EM SEU PAÍS COM AMOR E CARINHO.
O JURISTA É O DR. IVES GANDRA MARTINS. NO FINAL, UMA LINDA E EMOCIONANTE SURPRESA !
É SÓ CLICAR E ASSISTIR:
https://www.youtube.com/watch?v=ePB7J1pR7wQ&t=126

HISTÓRIAS DE SUCESSO SÃO SEMPRE LEGAIS ! ESTA ENTÃO...

A história do Google

3 comentário(s)Maximiliano Meyer (@evilmaax)
Você consegue imaginar sua vida sem o Google? Usando o Hotmail pra enviar mensagens eletrônicas, Firefox pra navegar, algum serviço desconhecido para ver mapas e rotas, não tendo a facilidade do Google Docs, drive, agenda, Earth, telefones sem Android, etc? Deus que nos livre.
Qual a empresa mais incrível no ramo da tecnologia, hoje? Qual aquela que é considerada a mais inovadora, criativa, melhor local de trabalho, qual o assunto mais bombado aqui no Oficina, etc? Quase certo que você falou Google, certo? Afinal, é a marca mais valiosa do mundo, e não é pra menos.
Mas nem só com coisas boas que podemos citar o nome da marca. Com todo o monopólio que possui no mercado digital, o Google enfrenta várias acusações e sérias críticas em assuntos como direitos autorais, privacidade e censura. Mas como foi que tudo isso começou? É o que vamos começar a descobrir a partir de hoje, nesta nossa nova minissérie sobre a história do Google.
Larry Page e Sergey Brin nos primórdios do Google
Larry Page e Sergey Brin nos primórdios do Google
Fundado em 4 de setembro de 1998, por Larry Page e Sergey Brin, o Google possui apenas 17 anos; sim, não é nem maior de idade, bem mais nova do que as outras empresas que já exploramos nas nossas histórias – Apple e Microsoft.
Antes de começarmos a destrinchar a história da empresa mais vital à nossa época, vamos conhecer brevemente os fundadores:
Sergey Brin, um russo, de Moscou, que foi para os EUA com apenas 6 anos, teve todo o apoio que precisava dentro de casa para trilhar o futuro que o levaria ao serviço mais famoso da internet: Seu pai era professor de matemática na universidade de Maryland e sua mãe uma cientista da NASA. Instigado desde cedo, não teve dúvidas que deveria cursar Ciência da Computação e matemática na mesma universidade em que seu pai lecionava. Formou-se na instituição com méritos em 1993, e, após formado, não parou de estudar: ele continuaria seus estudos de pós-graduação até chegar à Universidade de Stanford, onde, no curso de doutorado, conheceu o outro personagem dessa história: Larry Page
Larry Page também teve bons exemplos desde cedo. Americano, é filho de um cientista da computação da Universidade de Michigan, mesma instituição onde ele se formou em engenharia da computação, anos depois. Assim como seu companheiro do Google, seguiu os estudos até culminar em uma visita à Universidade de Stanford. Quem seria o encarregado de lhe mostrar o campus? Se você disse Sergey, acertou. O mais inusitado é que segundo relatos, eles discordaram de praticamente tudo neste primeiro encontro.
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Após este encontro, com os 2 já cursando doutorado em ciências da computação, em Stanford, começaram a trabalhar junto em pesquisa, resultando em artigos acadêmicos, como este, sobre “A Anatomia da Ferramenta de Busca Hipertextual na Web em Larga Escala”, que é nada mais nada menos do que a ideia original do seu algoritmo de pesquisa. Os estudos em conjunto e apontamentos dos dois resultou em um mecanismo de pesquisa chamado BackRub! – pois checava os backlinks dos sites – que viria a ser o protótipo do que conhecemos hoje como o buscador do Google.
O projeto foi hospedado pela própria universidade de Stanford – excedendo a banda disponível, devido ao sucesso – e até o final de agosto de 1996, o serviço já tinha indexado mais de 75 milhões de páginas. O BackRub funcionou até 1998.
A aposta dos dois, conforme é exposto no artigo acima, era um novo sistema buscador. Enquanto os motores de busca convencionais da época exibiam os resultados classificando-os pela contagem de quantas vezes os termos de busca apareciam na primeira página, os dois criaram um sistema melhor, que analisava as relações entre os sites, mostrando os melhores resultados em um contexto maior. Eles chamaram esta nova tecnologia de PageRank, onde a relevância de um site era determinada pelo número de páginas, bem como pela importância dessas páginas, que ligavam de volta para o site original.
Com a ferramenta certa nas mãos, só faltava lapidar o produto, e para isso, eles decidiram que o serviço devia ter um nome mais amigável. Após algumas sugestões, o nome Google foi escolhido. O nome é uma brincadeira com a palavra “googol”, um termo matemático usado para representar o número 1 seguido de 100 dígitos 0. Com este novo nome eles passavam o tamanho da sua ambição de organizar a quantidade infinita de informações disponíveis na web e também o número de informações que o motor de busca podia processar.
Primeira versão do Google, ainda hospedado no site da Universidade de Stanford
Primeira versão do Google, ainda hospedado no site da Universidade de Stanford
No início o Google também fora hospedado no domínio da universidade, www.google.stanford.edu. Endividados, gastando consideravelmente com a pesquisa, os dois fundadores precisavam de dinheiro para dar seguimento ao serviço, e para isso contaram com um cheque de 100 mil dólares de Andy Bechtolsheim, cofundador da Sun, fabricante de computadores, semicondutores e software. O dito cheque estava endereçado para Google Inc uma empresa que ainda nem existia.
Para receber o montante eles precisaram retirar os servidores do Google dos seus dormitórios na universidade e levar para um “escritório” propriamente dito, criar uma empresa e assim depositar o valor recebido. O local escolhido para a sede foi a garagem de Susan Wojcicki, amiga dos fundadores, localizada no famoso – hoje – endereço 232 da Santa Margarita em Menlo Park. O domínio Google.com foi registrado em 15 de setembro de 1997, sendo lançado quase 1 ano depois em 4 de setembro de 1998. Nesse mesmo ano o Google contrata seu primeiro funcionário: Craig Silverstein, um brilhante aluno de Ciências da Computação de Stanford (ele se tornaria mais tarde diretor de tecnologia da empresa).
A primeira patente com o nome da empresa viria no ano seguinte, em 31 de agosto de 1999, e pode ser traduzido como “Sistema de marcas d'água e metodologia de conteúdo digital multimídia”. A patente fora assinada por outros 6 funcionários do Google, e não pelos 2 criadores. Brin e Page estavam desenvolvendo uma ideia que resultaria em um artigo – nessa época eles ainda estavam no doutorado –, que tratava sobre os malefícios de propagandas pop-ups, como elas eram chatas e atrapalhavam a web. Resumidamente eles começavam a discussão sobre um sistema que os tornaria bilionários em breve, e que até então pouquíssimo explorado na rede, os anúncios online direcionados e discretos, camuflados como um link ou uma pequena oferta.
Ainda no final e 1998 o Google já teria um número de mais de 60 milhões de páginas indexadas, tinha mais de 1 TB de dados e recebia a mais de 10 mil buscas por dia. A página, ainda exibindo a versão Beta, começou a chamar a atenção por apresentar resultados mais concisos que seus concorrentes e mais tecnológica e inovadora que os pesados portais de conteúdo, como AOL, Yahoo!, Netscape, MSN, Altavista etc. que naquela época de bolha de internet, eram considerados como o futuro do mercado digital, principalmente pelos acionistas (veja o número 1 da lista à direita).
Crescendo a passos largos a empresa decidiu que a garagem já não era suficiente para abrigar o potencial do negócio e seus 8 funcionários, era hora de se mudar. Por isso, em 1999, o Google fez as malas e estabeleceu-se na Avenida Universitária, número 165 em Palo Alto, perto da universidade de Stanford. O novo endereço é conhecido por ser uma incubadora de start-ups bem sucedidas do Vale do Silício, como a Logitec, PayPal, etc. Este endereço seria a sede do Google até 2003, quando foi inaugurado o Googleplex. Seu algoritmo de busca passaria pela primeira mudança ainda neste ano com a adição de um link para pesquisas limitadas a documentos do governo americano.
Ainda neste ano a empresa mostra seu diferencial e versatilidade em relação às demais marcas do ramo. Foi nesse ano que Yoshka fez seu debut na sede do Google. Trata-se de um cachorro, que se mudou para lá no verão daquele ano. Hoje o quartel-general da empresa é repleto de cães, em sua maioria de pequeno porte, mas o posto de cão do Google será sempre de Yoshka, que tem até escritório e faz postagens na web. Confira!
em mais um dia de trabalho no escritório
Yoshka em mais um dia de trabalho no escritório
Nos negócios as coisas iam muito bem, obrigado. Em junho de 1999, em seu primeiro anúncio oficial, o Google torna público um aporte financeiro na ordem de US$ 25 milhões de dólares que estava recebendo da Sequoia Capital e Kleiner Perkins. Ainda neste ano, mesmo com a recusa inicial de Page e Brin, o Google começou a veicular anúncios associados às palavras-chave buscadas. Neste momento, para preservar a velocidade de navegação em uma internet ainda principiante e muito lenta, os anúncios eram somente de textos. Data também deste mecanismo de anúncios o primeiro processo do Google. Ele fora acusado de roubar essa ideia da Overture Services, que seria comprada pelo Yahoo. O caso se resolveria com o Google cedendo uma quantidade generosa de ações para a empresa em troca da licença vitalícia de uso da técnica.
E o ano de 1999 terminaria bem para eles, com a contratação do 41º funcionário, e se você está achando que é um engenheiro, diretor, programador, ou algo do tipo, errou feio. O funcionário de número 49 foi o chef de cozinha Charlie Ayers. A vaga só foi obtida após um concurso que teve como jurados os outros 40 funcionários do Google. Segundo a própria empresa, pesou também o fato de ele ter trabalhado para o Grateful Dead.
Quanta coisa em pouco mais de 1 ano de empresa e mais ou menos 3 anos de amizade dos fundadores, não? Ficamos por aqui com a parte 1.
Até a próxima

segunda-feira, 9 de março de 2015

NENHUMA GERAÇÃO PODE DEIXAR DE LER ESTE ARTIGO !

Z, Y ou X ?????

Quais as diferenças entre as gerações X, Y e Z e como administrar os conflitos?

Maximiliano Meyer (@evilmaax)
Você já ouviu falar nas diferentes gerações que coabitam os ambientes de trabalho? Já ouviu falar nas diferenças que cada uma carrega e nos atritos que isso gera? Vamos ver nesse artigo tudo isso e como especialistas sugerem que esses problemas sejam contornados.
Comparar gerações é muito difícil se pensarmos que antigamente as gerações eram formadas a cada 25 anos, entretanto nos dias de hoje um quarto de século é praticamente um século. As coisas, as relações familiares, de trabalho, etc. mudam cada vez mais rápido. O que não ocorre, no entanto, é a mudança, na mesma velocidade, da mentalidade dos colegas de trabalho.
Consoante a isso, especialistas apontam que a criação de novas classes genealógicas estão surgindo a cada 10 anos. Estas novas classes implicam diretamente na forma de como as novas pessoas agem e consomem produtos e serviços. Estes reflexos impactam diretamente nas empresas, mas não só em vendas, a troca de experiências no ambiente de trabalho entre as gerações, onde os mais velhos apreendem com os mais novos (ou se recusam e geram conflito no escritório), o gerenciamento de conflitos e resolução de problemas hoje é feito em períodos cada vez menores, muito pelo fato dos jovens resolverem mais rapidamente e sempre procurarem a forma mais fácil de ser feita.
Mas o que esperar para o futuro? Como as gerações vão continuar coexistindo e como vão reagir às novas gerações que surgirão? Quais serão as características que essas gerações irão trazer e quais os conflitos que irão vir com elas?
O avanço tecnológico destas três gerações certamente não será o mesmo as próximas que estão por vir. Com a tecnologia vivendo momentos de crescimento exponencial, não podemos prever o que virá. Cientistas afirmam que em 2045 será o ano em que as máquinas terão capacidades próprias, o que especialistas chamam de “singularidade das máquinas”, onde as máquinas poderão fazer as coisas sozinhas, muito melhor e mais rapidamente que qualquer outro ser humano.
Enfim, tentaremos nesse artigo mostrar as características de cada geração, seus conflitos, como afetam o ambiente de trabalho e o que os gestores estão praticando hoje em dia para amenizar estas rusgas.

Geração X

O termo Geração X – criado por Robert Capa, em 1950 – é utilizado para rotular as pessoas nascidas após o chamado “Baby Boom” (década de 20 ~ década de 40), que foi um aumento importante na taxa de natalidade dos Estados Unidos após a Segunda Guerra Mundial. Essa geração inclui aqueles que nasceram no início de 1960 até o final dos anos 70. Por vezes são incluídos também os nascidos até 1982.
Nas palavras do escritor norte-americano John Ulrich, contemporâneo dos Baby Boomers e da geração X, este último grupo sempre foi considerada como um grupo de pessoas jovens, sem identidade aparente, que enfrentariam um mal incerto, sem definição, um futuro hostil. Um futuro pós-guerra, um tempo de incertezas e de guerra fria, de polarização entre o bem e o mal, entre Estados Unidos da América e União Soviética.
Acontece que a geração X cresceu, passou pela fase hippie, teve ideais, esqueceu-se dos mesmos e foi fazer carreira no mercado. Viu surgir computador pessoal, a internet, o celular, a impressora, o e-mail, etc. e viu seu mundo mudar muito. Grande parte da Geração X chegou aos 30, 40 anos e descobriu que para juntar meio milhão e dar entrada, com sorte, num apartamento modesto que irá pagar até seus 60 anos, o caminho é longo e o preço é alto, bem alto, às vezes impagável. À sua volta os filhos crescem, os pais morrem, os sonhos envelhecem e as férias exóticas para a Finlândia, Marrocos ou Jamaica nunca são tiradas.Hoje, é cada vez mais comum ver estes profissionais “Chutando o balde”, pela internet, inclusive, há vários blogs e canais do YouTube de profissionais até então bem sucedidos, com cargos muito bem remunerados e carreiras consolidados, de mais de 10 anos, em uma grande multinacional que largam tudo para pintar quadros, estudar fotografia, gastronomia, etc. aquilo que os fazem felizes.
Aqui neste projeto você pode conferir várias histórias de pessoas que largaram tudo para corre atrás dos sonhos, grade parte deles são integrantes da geração X, com mais de 30 anos e às vezes, bem mais.

Geração Y

Compreendendo aqueles que nasceram em fins dos anos 70 e início dos anos 90, a geração Y, representava, em 2012, cerca de 20% da população global, segundo Afonso Borges, em seu livro “Social Target”.
Foi a geração que desenvolveu-se em uma época de grandes avanços tecnológicos e prosperidade econômica. As crianças da geração Y cresceram tendo o que muitos de seus pais não tiveram, como TV a cabo, videogames, computadores, vários tipos de jogos, e muito mais. Se a geração X viu nascer a internet e a tecnologia, a geração Y já nasceu quando as mesmas estavam plenamente desenvolvidas, cresceram e internalizaram as mesmas desde pequenos.
Segundo pesquisadores que estudam as gerações, a geração Y cresceu rodeada de facilidades oferecidas por seus pais, que obviamente queriam dar uma vida melhor do que aquela que tiveram, para seus filhos. Eles cresceram vivendo em ação, estimulados por atividades, fazendo tarefas múltiplas. Acostumados a conseguirem o que querem, não se sujeitam às tarefas subalternas de início de carreira e por isso lutam por salários ambiciosos desde cedo. É comum que os jovens dessa geração troquem de emprego com frequência em busca de oportunidades que ofereçam maiores desafios e crescimento profissional.
Para alguém da geração X, como seus pais, por exemplo, esta ambição pode ser considerada um ato que demonstra total desinteresse e incerteza no futuro.
Se você é da geração Y, cresceu num mundo digital e está, desde sempre, familiarizado com dispositivos móveis e comunicação em tempo real, como tal, pertence a um grupo de consumidores exigentes, informados e com peso na tomada de decisões de compra. Você faz parte da primeira geração verdadeiramente globalizada, que cresceu com a tecnologia e a usa desde a primeira infância. A Internet é, para você, uma necessidade essencial – afinal, responda-me: Quanto tempo consegue ficar sem ela sem sofre de abstinência? – e com base no seu acesso facilitado, desenvolveu uma grande capacidade em estabelecer e manter relações pessoais próximas, ainda que à distância. A tecnologia e os dispositivos móveis permitiram a comunicação entre si como nenhuma outra geração o tinha feito anteriormente, permitindo partilhar experiências, trocar impressões, comparar, aconselhar e criar e divulgar conteúdos, que são o fundamento das redes sociais. Preocupados com o meio ambiente e as causas sociais, têm um ponto de vista diferente das gerações anteriores, que viveram épocas de guerras e desemprego.
Jovens desta geração têm como hábito ser tão multitarefa quanto seu smartphone, podendo, ao mesmo tempo trabalhar em mais de 1 projeto, responder e-mails, acompanhar as notícias através de algum site, conversar com os colegas de trabalho, conversar com os amigos online, ouvir música e dar atenção às redes sociais. Agora imagine explicar isso àquele gestor jubilado da repartição...

Geração Z

Nessa geração, que compreende os nascidos entre o fim de 1992 a 2010, está ligada intimamente à expansão exponencial da internet e dos aparelhos tecnológicos. As pessoas da Geração Z são conhecidas por serem “nativas digitais”, estando muito familiarizadas com a World Wide Web, com o compartilhamento de arquivos, com os smartphones, tablets, e o melhor de tudo: Sempre conectadas.
Se pensarmos um pouco, vamos perceber que integrantes desta geração nunca viram o mundo sem computador. Outra característica essencial dessa geração é o conceito de mundo que possui, desapegado das fronteiras geográficas. Para eles, a globalização não foi um valor adquirido no meio da vida a um custo elevado. Aprenderam a conviver com ela já na infância. Como informação não lhes falta, estão um passo à frente dos mais velhos, concentrados em adaptar-se aos novos tempos.
Os maiores problemas dessa geração são relacionados à interação social. Paradoxalmente, por estarem tão conectados virtualmente, muitos deles sofrem com a falta de intimidade com a comunicação verbal, o que acaba por causar diversos problemas com as outras gerações. Segundo alguns analistas, essa Geração também é marcada pela ausência da capacidade de ser ouvinte.
A Geração Z é um tanto quanto desconfiada quando o assunto é carreira de sucesso e estudos formais, a maioria já não acredita mais em fazer uma só coisa para o resto da vida ou passar sua vida profissional inteira em uma só empresa. Muitos da geração Z, inclusive, trabalham de casa, é o chamado Home Office, seja em um emprego formal em uma empresa liberal ou informalmente, ganhando dinheiro com blogs, mídia, venda de anúncios YouTube, publicidade, etc. Segundo especialistas, poderá haver uma “escassez” de médicos e cientistas no mundo pós-2020 justamente por isso.
Enfim, essa geração tem um grande problema, segundo as demais: É a geração mais fechada de todas, onde cada um está sempre fechado em seu mundo e isolado através de fones de ouvido (seja em ônibus, universidades, em casa, no ambiente de trabalho...). São os que escutam pouco e falam menos ainda. Pelos demais eles podem ser definidos como a geração que tende ao egocentrismo, preocupando-se somente consigo mesmo na maioria das vezes. Para os mais antigos pode parecer que houve uma mecanização do “pessoal do escritório”.

Problemas

Os principais conflitos pelos conflitos das gerações são motivados pelas características tão diferentes entre si.
No ambiente de trabalho, por exemplo, é mais comum ter como gestor um funcionário da geração X, com vários anos de empresa e que já incorporou totalmente os valores e visão da mesma. Ele está no mesmo emprego desde que saiu da faculdade e se um dia perder aquele trabalho, por qualquer motivo que for, sentir-se-á sem rumo.
Este funcionário precisa gerir ao mesmo tempo seu analista (geração Y) que chegou formado há pouco tempo, cheio de novidades, ideias, multiplataforma e também o estagiário (geração Z), ainda na faculdade, introvertido, que só se manifesta quando formalmente convidado para tal e por tudo isso considerado desinteressado.
Como negar que vá haver conflitos nesse ambiente de trabalho? Ele é inevitável. Em uma apresentação de ideias, talvez  o gestor não vá entender todas as tecnologias utilizadas pelos demais, talvez o uso do celular, indispensável para a ocasião, não seja bem visto por ele. Para os demais, mais novos, por muitas vezes uma reunião física é perda de tempo, contraproducente em tempos de Skype e vídeo-conferências.
O surto de criatividade das gerações mais recentes, embora sempre produtivo e enriquecedor poderá ocasionar perda de produtividade se não focado, bem como, as ideias do gestor, por melhores que sejam, podem não ser bem aproveitadas, ou aproveitadas ao máximo, se ele ignorar que há uma tecnologia que facilita o que ele está propondo e se recusar a conhece-la.
Agora imagina outra situação: Sua empresa é liberal e aposta em novos talentos. Por causa disto contratou u, novo gerente de repartição de 25 anos, recém formado e cheio de novas ideias. Bom, entre os novos comandados deste gerente estão, entre outros, aquele “exemplar” da geração X que tem de empresa mais tempo que o seu novo chefe tem de idade. Como fazer ele aceitar as novas ordens? Como fazer se adaptar às novas ideias que chegam com ele? As novas tecnologias, etc.?
E aí? Como resolver? Afinal o panorama só tende a piorar, as pessoas se aposentam mais tarde, os jovens ingressam mais cedo e o mundo muda cada vez mais rápido.

Solução

Bom, a tarefa não é fácil, mas segundo especialistas em RH, coachs e demais profissionais que estudam o fenômeno há solução. Abaixo reproduzimos algumas das dicas que Bob Weinstein, da Troy Media dá aos gestores que precisam lidar diariamente com conflitos no escritório:
Entender os diferentes estilos de trabalho: A geração X não gosta de ser gerenciada nos mínimos detalhes, enquanto a geração Y preza por instruções específicas para realizar tarefas. Vale lembrar que, ainda que os mais antigos não apreciem ser monitorados, gostam de saber do processo, entender como tudo é realizado e fazer parte. A geração Y visa mais a estrutura e o resultado final do processo, mas quer tomar suas próprias decisões e fazer conforme entendem ser melhor para o processo. No caminho gostam de receber feedback. Segundo os consultores, portanto, os mais velhos desejam saber o “como”, enquanto os jovens querem saber o “porquê”.
Leve em conta os valores: Cada geração protege seus valores e os conflitos em decorrência disto podem ser uma ameaça a eles. A geração X, por exemplo, ainda no pensamento anti-guerra dos anos 70, valoriza, e muito, o espírito de equipe, cooperação e comprometimento, enquanto a geração Y prefere tomar uma decisão unilateral e agir, de forma isolada. Já a geração Z valoriza equipes abertas e honestas, que colaborem juntas – e gosta de ter muitas opções para escolher entre elas.
Compartilhe percepções: Quando funcionários de duas ou mais gerações estão envolvidos em um conflito no ambiente de trabalho, eles podem estabelecer um bom diálogo compartilhando suas opiniões. Os mais velhos podem sentir a falta de formalidade e o jeito, talvez, ofensivo dos Z, enquanto os jovens podem se sentir desrespeitados se os X não valorizam suas percepções e insights. É válido ter grupos distintos criando quadros com pontos de vista que mais valorizam. Funciona como um lembrete visual a todos e mostra, de maneira clara, a diferença entre as gerações, além de ser uma atividade divertida que não julga se são errados ou certos os valores de cada pessoa, apenas respeitando-os.
Valorize o melhor de cada geração: Você não pode mudar as experiências de vida das pessoas, mas pode trabalhar para que as atitudes no ambiente de trabalho e as expectativas delas sejam as melhores possíveis. Um X conhecedor do mercado, que é frustrado pela falta de experiência demonstrada por um Z pode, por meio de sua autoestima e bom senso, se tornar um mentor. “Pelo que tenho visto em minha experiência, relata, se você quer resolver problemas com uma solução criativa, vá em direção aos jovens. Estudos mostram que as pessoas imersas na tecnologia digital são 10% melhores na resolução de problemas do que seus parceiros mais velhos. Não acredite que as decisões e soluções possam vir apenas dos mais experientes. Os Y são a geração mais criativa que temos visto nos últimos tempos. Utilize as habilidades de cada geração da melhor forma possível!”
Busque pontos em comum: A geração Y tende a valorizar segurança e estabilidade mesmo que precisem mudar constantemente de emprego, já os X são mais resistentes a mudanças, mas ambos atribuem importância a treinamento e desenvolvimento. Tanto Y como Z depositam um grande valor na flexibilidade do ambiente de trabalho, além de prezarem o balanço entre vida pessoal e profissional. Os X e os Y se sentem mais confortáveis com a diversidade e estilos de vida alternativos. Descubra os pontos em comum e também as diferenças entre as gerações. Ajude-os a perceber, em equipe, como eles podem utilizar suas forças em conjunto. Traga até eles a consciência sobre o ciclo de gerações para que descubram onde se encaixam.
Aprenda com os demais: Cada geração possui lições valiosas para ensinar umas às outras. Os X têm a sabedoria, o conhecimento e os “truques” de que os jovens precisam. A geração Y é conhecida por sua lealdade e habilidade de mediação. Já a geração Z está mais antenada ao ambiente de trabalho do futuro, ao marketing e às tendências de mercado.
Abaixo segue o depoimento de Nicolas Muller, conhecido como boss supremo pelos corredores do prédio, e criador do Oficina da Net e fruto da geração Y:
Meu depoimento sobre a minha geração:

Esta é a classe genealógica que eu pertenço, são as pessoas nascidas após 1980 até meados da década de 1990. Minha infância foi de brincar na rua, tive videogame desde meus 5 anos de idade, um Atari, lindo. Passava muito tempo sobre minha bicicleta, meus anseios eram por terminar a aula de manhã e poder ir pela pacata cidade em que morava no interior do Rio Grande do Sul.

Não gostava muito de estudar, ainda não gosto, aliás estudo só o que me convém, minha memória é muito volátil, dificilmente conseguiria assimilar tudo da escola e das coisas que mais gosto de fazer/trabalhar.  Não sou um “nativo digital” igual a geração Z, aqui no Brasil, vi tudo acontecer, por volta do ano 2000 tive meu primeiro contato com o tão famoso computador, o MS-DOS ainda corre em meus neurônios. Aprendi muito sobre a mais famosa, a INTERNET, hoje vivo disto e para isto. Meu jeito de consumir é primeiro pesquisar para depois comprar, o que meus pais, da geração X faziam de forma “primitiva”, indo de loja em loja, ouvindo a opinião única dos vendedores.

Sou empreendedor, mas ainda tenho resquícios quando preciso arriscar, isto muito se deve ao fato de estar em uma geração mediana, onde a geração X, preferia ficar estável ao tentar arriscar, e a geração Z que prefere arriscar do que estagnar". 
Então é isso, pessoal. Espero ter passado com clareza os conceitos referentes às gerações, suas diversidades, suas qualidades e seus possíveis defeitos, bem como as possíveis soluções caso você esteja passando por algum dos conflitos relatados aqui.
E se esse for o seu caso conte-nos aqui nos comentários e não esqueça: tente tirar o melhor de cada geração, cada uma tem algo para oferecer e engrandecer a equipe.