sábado, 1 de março de 2014

13 SINAIS DE FADIGA EXCESSIVA (BURNOUT) .  

E, TALVEZ, EVITAR !


As pessoas estão ultrapassando os seus limites a fim de fazer frente às difíceis circunstâncias da vida moderna, muitas vezes escondidas por aparelhagens que parecem facilitar as coisas – por exemplo, o telefone celular, uma verdadeira paranóia que começa bem cedo, já no berço. Mas o Iphone é apenas a ponta do iceberg.
Senão vejamos:
Fala-se de estresse. Poucos realmente sabem o que é. Na realidade é uma palavra inglesa emprestada da engenharia pelo médico húngaro Hans Sallye por volta de 1955 a fim de designar um “pré” burnout (queima terminal), ou seja, uma a capacidade de trabalho de uma peça, no caso um ser humano – se pouco exigida, até que tudo bem. Se demais, quebra – stressed, estressado. Uma situação onde o burnout ou queima terminal pode acontecer a qualquer momento.
Uma situação típica é aquela na qual um indivíduo que pretendia ser cientista, que teria imensa satisfação em desenvolver a sua atividade com metas e trabalhando para si mesmo a maior parte do tempo em um laboratório, no microscópio, interpretando e analisando resultados encontra-se porém, dirigindo uma equipe e mantendo uma operação de chão de fábrica. Poucas metas, pouco projetos, sempre acompanhado. Sem dúvida, um estresse total.
Na vida real seria um individuo que precisa trocar de trabalho ou emprego a fim de não comprometer sua saúde física e mental. Numa empresa saudável, talvez tivesse condição de trocar por uma tarefa que permita ter mais satisfação. Isso ocorre de forma muito comum e mais vezes ao nosso redor do que podemos imaginar, no trabalho, em casa, na igreja e até no lazer, onde os excessos na academia são exemplos claros.
Para ajudar, preste atenção aos sintomas de alerta abaixo. Se perceber dois ou mais em si mesmo, em amigos, familiares e parentes, tente chamar atenção. Vale a pena uma correção de rumo, de preferência com ajuda de profissionais competentes, terapeutas, médicos, pastores e padres. Lembro também que muitos destes também estão precisando se precaver já que costumam avaliar os outros menos a si próprios. Senão vejamos:
l      Fadiga crônica – exaustão, cansaço frequente, uma sensação de constante inadequação;
l      Raiva para com que faz alguma demanda;
l      Autocrítica ao enfrentar demandas;
l      Cinismo, negatividade e irritabilidade;
l      Sensação de estar cercado, sem campo;
l      Explodir por qualquer coisa por razões inconseqüentes;
l      Dores de cabeça ou problemas gastrintestinais freqüentes;
l      Ganho ou perda de peso sem razão aparente;
l      Insônia ou depressão;
l      Respiração ofegante;
l      Desconfiança exagerada;
l      Sensação de desamparo;
l      Correndo riscos desnecessários.
São apenas sinais. Prestando atenção podemos evitar inúmeras dificuldades a tempo. Prevenir é sempre melhor do que remediar, principalmente em relação ao nosso corpo e mente. O custo de um \mau estresse ou queima final (burnout) é geralmente muito alto. Os pronto atendimentos dos hospitais que o digam.
Estas informações foram coletadas de várias fontes. Os dados originais são inúmeros e apenas ampliam a idéia do problema que estamos enfrentando no nosso mundo tecnológico e pleno de tentações materiais. Estamos esquecendo de que além da nossa matéria temos alma e espírito. Que necessitam de cuidados muito especiais.
Ficou com dúvidas ? Não hesite.! Fale comigo  

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

APRENDER A CUIDAR

Há tanta coisa interessante a dizer sobre aprender a cuidar, começando por cuidar da saúde. Basta entrar em algum site sério como, por exemplo, o da Mayo Clinic dos EUA (https://www.mayoclinic.com/) e verificar o volume de informação disponível para cada dorzinha ou mal estar que você possa sentir. Porém, nada é fácil. De verdade não é fácil, porém pode ser simples se você for determinado para um diálogo sério - o que sem dúvida é uma qualidade sua. Podemos ir por partes, iniciando um diálogo, espero, entre você que me lê e eu que estou por aqui tentando ajudar. Para continuar pelo menos de forma simples com recomendações sensatas obtidas pela experiência e por informações de fontes confiáveis como a mencionada acima. 
Começo pelo básico:
-         Você se alimenta de forma adequada à sua vida (atleta, sedentário, executivo prepotente,  jovem, idoso, obeso)? Sabe, cada caso é um caso. Qual é o seu?
-         Você acha ainda que é imortal mesmo tendo passado dos 30 anos? Todo jovem se julga um tanto Clark Kent; se não sabe, é o nome civil do Super-Homem. Mas você não é! Por isto, precisa se cuidar em qualquer idade.
-         Você está estressado(a) porque perdeu seu emprego, namorada, mulher ou marido? Precisa trocar umas ideias para colocar a “casa” em ordem?
-         Levou um susto na sua última visita ao médico?
-         E assim por diante... 
Quer uma mãozinha? Entre em contato. Vamos conversar.
Para começar o diálogo, abaixo coloco um texto que acho bem estimulante para um início de aprendizado para se cuidar. Um pouco de cada vez...
10 alimentos para viver mais (com saúde, né!)
Conheça alguns dos alimentos que a ciência já comprovou serem capazes de prevenir doenças físicas e até psíquicas e a quantidade indicada para potencializar seus benefícios 

AVEIA (de preferência o farelo de aveia)
Ajuda a diminuir o colesterol ruim, o LDL. Auxilia no processo digestivo, excelente para quem tem intestino preguiçoso. Ganhou o selo de redutor do risco de doenças cardíacas (como enfartes e derrames) da FDA (U. S. FOOD AND DRUG ADMINISTRATION - http://www.fda.gov/), agência norte-americana de controle de alimentos e remédios.
Quantidade recomendada: 40 gramas por dia de farelo ou 60
gramas da farinha (de 4 a seis colheres de sopa rasas por dia).

ALHO
No Egito antigo, o alho era usado para tratar a diarréia e, na Grécia antiga, ele era empregado como medicamento no tratamento de doenças pulmonares e intestinais. Pesquisas recentes identificaram que o alho possui diversas propriedades destacando-se as bactericidas, estimulantes do sistema cardiovascular e muito mais. Reduz a pressão arterial e protege o coração ao diminuir a taxa de colesterol ruim aumentando os níveis do colesterol bom, o HDL. Pesquisas indicam que pode ajudar na prevenção de tumores malignos Lembrando que costuma produzir um hálito desagradável se ingerido inadequadamente. Quantidade recomendada: um dente de alho cru por dia (para diminuir o colesterol e a pressão arterial) ingerido em jejum com um copo d´água a fim de ir diretamente ao intestino evitando-se muito do mau hálito.

AZEITE DE OLIVA - PRINCIPALMENTE O EXTRA VIRGEM
Auxilia na redução do LDL. Sua ingestão no lugar de margarina ou manteiga pode reduzir em até 40% o risco de doenças do coração. Além do mais é gostoso. Quantidade recomendada: 15 mililitros por dia ou uma colher (de sopa rasa) na salada. Esta dosagem diária pode ajudar muito a liberar intestinos preguiçosos.

CASTANHA-DO-PARÁ
Auxilia na prevenção de problemas cardíacos. Também ganhou o selo de redutor de doenças cardiovasculares da FDA. A castanha do Pará é particularmente rica em selênio, antioxidante importante em qualquer idade e raro na natureza.  Quantidade recomendada: 30 gramas por dia ou duas ou três unidades, talvez 5 ou 6 dependendo da origem. Aparentemente o solo do Pará é rico em selênio – castanhas do Pará provenientes de outras regiões podem não conter as quantidades apregoadas.

CHÁ VERDE
Auxilia na prevenção de tumores malignos – é antioxidante celular quando colhido e tratado adequadamente. Estudos indicam ainda que pode diminuir as doenças do coração, prevenir pedras nos rins e auxiliar no tratamento da obesidade por auxiliar na eliminação da gordura presente no sistema cardiovascular. Quantidade recomendada: De quatro a seis xícaras por dia. Requer atenção por quem tem pressão alta porque contém cafeína.

FRUTAS
Ajuda a prevenir tumores malignos (maçã), dizem alguns pesquisadores. O consumo regular de frutas variadas auxilia na redução de doenças cardíacas e da pressão sanguínea e também na redução de peso – cuidado com a laranja, manga e caqui que são altamente glicêmicos – pouco indicados para quem quer eliminar peso e merecem atenção dos diabéticos. Quantidade recomendada: cinco porções de frutas por dia.

PEIXES
Alguns peixes são ricos em ômega 3, como a sardinha (muito barata), o bacalhau e o salmão, poderosos aliados na prevenção de infartos e derrames. Estudos indicam também que reduzem dores de artrite, melhoram a depressão e protegem o cérebro contra doenças como o mal de Alzheimer. Ômega 2 também pode ser obtida a um custo baixo, triturando-se todos os dias uma colher de sopa de semente de linhaça no liquidificador misturando a qualquer shake que quisermos inventar. Quantidade recomendada: pelo menos 180 gramas destes peixes por semana (para reduzir o risco de doenças cardiovasculares). O salmão vendido no Brasil é originário do Chile e criado em fazendas de peixe. A sua cor típica é obtida através de alimentação com betacaroteno e provavelmente não contém ômega 3 já que os salmões do Chile não têm contato com o oceano.

SOJA
Ajuda a reduzir o risco de doenças cardiovasculares, segundo a FDA. Seu consumo regular pode diminuir os níveis de colesterol ruim. Há indicações de que também ajuda a amenizar os incômodos da menopausa e a prevenir o câncer de mama, de cólon e de próstata. Quantidade recomendada: 150 gramas de grão de soja por dia, o equivalente a uma xícara de chá. Pode-se também criar ou adquirir shakes contendo soja. Atenção: muitas pessoas acham que “leite de soja” é algo parecido com leite de vaca. Não é. A proteína leite de soja é muito mais assimilável pelo nosso corpo porque advém do grão de soja (que é um tipo de feijão). Pode-se adquirir proteína de soja em pó por quilo e utilizar em nossa alimentação cotidiana.

TOMATE
Auxilia na prevenção do câncer de próstata porque contém uma substância conhecida por licopeno. Quanto mais cozido, melhor em termos de licopeno. Quantidade recomendada: alguns tomates cozidos ou uma colher e meia (sopa) de molho de tomate por dia. Cuidado com a qualidade de alguns molhos de tomate.

VINHO TINTO
A uva vermelha, presente no vinho ou
no suco de uva, ajuda a aumentar o colesterol bom e evita o acúmulo de gordura nas artérias, prevenindo doenças do coração e derrames.Quantidade recomendada: dois copos de suco de uva ou uma taça de vinho tinto por dia
. Lembrando aos apreciadores de vinho que o vinho “suave” tem adição de açúcar. Melhor mesmo é aprender a apreciar o tinto seco.

* Os dados contidos aqui são indicativos, eles não substituem o uso de medicamentos. * Muito ainda precisa ser pesquisado embora haja resultados extraordinários na saúde com a modificação inteligente de hábitos alimentares. Tanto física como psiquicamente. Afinal de contas não somos feitos por pedaços e sim como um todo!
E quando não dá para comer direitinho? Então um polivitamínico precisa entrar em ação. Procure um polivitamínico de fonte natural, de preferência baseado em produtos orgânicos. Produtos que o corpo assimila facilmente e não aqueles produzidos em laboratório e que, se fazem bem por um lado, podem prejudicar por outro. Já chega o volume de aditivos que recebemos todos os dias em alimentos processados e cujos efeitos desconhecemos. Estamos repletos de problemas decorrentes dos aditivos artificiais; nossas crianças estão mais alérgicas devido aos corantes das balas, bolachas e sorvetes; obesas pelas gorduras saturadas e excesso de sal dos “lixitos” baratinhos, gostosinhos e muito convenientes – para preparar o caminho da diabete, pressão alta e muito mais. Baratinhos agora e caríssimos depois.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Pensamentos sobre terapia com sonhos - dúvidas ?

Pensamentos sobre a terapia com sonhos – dúvidas?                    Leo Reisler

Não havendo harmonia entre o quem você realmente é (sua forma essencial - espírito) e a sua vida cotidiana (alma), gera-se um processo de redução da defesa imunológica do corpo. Isso já é sabido e aceito pela medicina moderna como processo psicossomático. A medicina tem feito progressos extraordinários com a utilização de drogas e tecnologia. Mas em termos de mente continuamos gatinhando.  O psiquiatra suíço Carl Gustav Jung, disse certa vez:

 “O homem satisfaz à necessidade da expressão mítica quando possui uma representação que explique suficientemente o sentido da existência humana no cosmos, representação que provém da totalidade da alma, isto é, da cooperação do consciente (alma) com o inconsciente (espírito)[1]. A carência de sentido impede a plenitude da vida e significa, portanto, doença”.[2]

Embora Jung tenha dito isto recentemente em termos de nossa história, esta é uma verdade que está implícita em todo o ser humano. Profundamente impresso em nosso inconsciente pessoal (espírito), com quem, aparentemente, entramos em contato direto quando sonhamos. Um estado decorrente de mergulho profundo, tal como acontece mais levemente quando vamos ao cinema, assistimos a uma palestra interessante ou mesmo guiamos “distraidamente” e sem perceber chegamos ao destino. Já não aconteceu com você? Nesses momentos, onde você está realmente? Quem guiava?
Vamos fazer uma curta retrospectiva para focar na história da cura, visto que a palavra terapeuta tem sua origem no grego, significando “aquele que cura”. A propósito de Grécia, havia naquele país uma tradição clássica de induzir os pacientes ao “sono” com soníferos e analisar o seu sonho no dia seguinte – a partir do qual o terapeuta fazia o seu diagnóstico.
Sem me alongar demais, em todas as tradições clássicas a terapia do sonho era praticada. Desde os tempos mais primitivos, como verificamos junto aos xamãs dos dias de hoje, sobreviventes em regiões primitivas da Sibéria. Entre os nossos índios também. Senão vejamos como exemplo o conteúdo de um texto arcaico:

E o incorpóreo não pode ser encerrado por nada; mas pode em si encerrar todas as coisas; é a mais rápida de todas as coisas; e você verá que é assim. Peça à sua alma que viaje a qualquer região que escolher, e assim que você tiver pedido para ir, lá ela estará. Peça que passe de uma terra para o oceano, e estará lá não menos rapidamente; ela não se moveu como nos movemos de lugar para lugar, mas está lá. Peça que voe para o céu, e ela não terá necessidade de asas; nada poderá barrar o seu caminho, nem o forte calor do sol, nem o rodopiar das esferas-planetas; rompendo o seu caminho através de tudo, ela irá voar até que alcance o mais externo de todas as coisas corpóreas”.[3]
(Hermetica-The ancient greek and latin writings which contain religious or philoshopic teachings ascribed to Hermes Trimegistus, Editado e traduzido do grego por Sir Walter Scott(1771-1832), Shamballa, USA, 1993, Pág. 219)

O sonho acompanha o ser humano desde a sua origem, atravessando os séculos e as regiões com nomes diversos acompanhados por mal entendidos entre aqueles que apregoavam o seu uso, sobremaneira com o circo místico que tomou conta de incautos. Assim, deixou-se de estudá-lo ou empregá-lo adequadamente para fins terapêuticos com consistência. Apenas alguns poucos, mais modernos, como Ivan Pavlov (1849 -1936), Pierre Janet (1849 -1947), Freud e Jung continuaram a estudar, ainda que não utilizando forma ostensiva. Se alguém tiver qualquer dúvida sobre a eficácia do sonho acusando de “misticismo”, vale aqui lembrar novamente o que disse Jung:

O corpo tem uma pré-história anatômica de  milhões de anos - o mesmo acontece com o sistema psíquico. O corpo humano atual representa em cada uma das partes o resultado desse desenvolvimento, transparecendo as etapas prévias de seu presente; o mesmo acontece com a psique.”[4]

Nos Atos do Apóstolo Pedro da Biblioteca de Nag Hammadi , consta este  relato em que Pedro fala a pessoas presentes sobre Deus e usa sua filha inválida como exemplo:

Então Pedro sorriu e disse-lhe,  “Meu filho, é aparente apenas para Deus porque o seu corpo (referindo-se ao corpo da sua própria filha paralisada) não é saudável. Saiba, então, que Deus não foi fraco ou incapaz de dar um corpo saudável à minha filha. Mas para que a sua alma possa ser persuadida e àqueles que estão aqui a ter mais fé” -  Então ele olhou para a sua filha e disse para ela: “Levante-se do seu lugar! Não deixe ninguém ajudá-la a não ser apenas Jesus, e caminhe perfeita na frente de toda essa gente! Venha para mim!” E ela levantou-se e foi até ele. A turba rejubilou-se pelo que havia acontecido. Pedro disse-lhes, “Vejam, os seus corações foram persuadidos de que Deus não é impotente em relação a qualquer coisa que peçamos para Ele.” Então eles se rejubilaram ainda mais e honraram a Deus.
Pedro disse à sua filha, “Vá para o seu lugar, e sente-se, e torne-se novamente inválida. Porque isso é um benefício para você e para mim.” E a menina voltou ao seu lugar, sentou-se e tornou-se como era antes. (...)
Pedro disse-lhes, “Enquanto o Senhor vive, isso é um benefício para ela e para mim. Porque  no dia em que ela nasceu eu tive uma visão e o Senhor disse-me, “Pedro, nasceu para você hoje uma grande provação. Porque essa (filha) machucará muitas almas se o seu corpo permanecer saudável. Mas eu achei que a visão estava caçoando de mim.”[5]

O terapeuta se preocupa (Jung) com a cura enquanto que o outro (Pedro), religioso e aparentemente mais próximo do numinoso, age com naturalidade frente a um fato de cura “extraordinário” e mais ainda ao revertê-lo – neste caso, os menos desavisados já vêem um milagre. Ambos são homens que creram, mas que tiveram visões diferentes da sua crença.  Acho relevante a reação de Jung, sobretudo por ele ter definido a sua crença numa frase profunda de alguém que sabia “escutar” e “sabia que sabia”:

“Minha vida é a história de um inconsciente que se realizou”[6]

Mas Jung perdeu a excelente oportunidade de resgatar de forma mais concreta o sonho como ferramenta terapêutica. A propósito, diz  Aniela Jaffé, a biógrafa de Jung:

Mesmo uma descida ao inconsciente, empreendida conscientemente, e uma confrontação ativa com os seus conteúdos - que Jung chamava  “imaginação ativa” - conduz, se não sempre, na maioria das vezes, a uma experiência do numinoso”.[7]

Portanto cura, cura divina!
Este contato com o numinoso não pressupondo cura, não pressuporia, pelo menos, melhor qualidade de vida? Por que Jung não prosseguiu? Quantos terapeutas poderiam realizar-se melhor profissionalmente prendendo-se menos a “escolas” e mais às necessidades do seu paciente? A pergunta seria:

“Com que ferramenta posso curá-lo?”
e não
“Tenho que curá-lo com a “minha” técnica terapêutica!”
Ou, voltando a enfatizar Lucas 4, 23:
“ Terapeuta, cura-te a ti mesmo.”

Ah, sim, na Bíblia de Jerusalém, este texto diz  “Médico, cura-te a ti mesmo”. É uma tradução incorreta da palavragregatherapeutés, cujo significado verdadeiro é “aquele que cura”. 

Convém observar que muitos “pacientes” curados pelo terapeuta Jesus não sabiam se seriam e ou como seriam curados. Alguns apenas creram, tiveram fé na “cura”...  realizada por um “terapeutés” competente: Jesus! Outros nem tinham condições de perceber alguma coisa, a fé do terapeuta os curou!
Para não estender mais o assunto apenas na teoria, os sonhos têm-se mostrados extremamente eficazes e rápidos na melhora ou até cura em casos de:
  • dor sem analgesia,
  • desordens somáticas e psicossomáticas,
  • hipertensão,
  • úlceras,
  • impotência, ejaculação precoce,
  • depressão reativa,
  • fobias, Síndrome de Pânico
  • e muito mais.
Vale a pena também ressaltar o extraordinário trabalho com “visualização” com pacientes de câncer realizado por Melanie e Carl Simonton[8] com extraordinário sucesso. É mundialmente conhecido como Método Simonton amplamente utilizado em hospitais dos EUA.
Para finalizar, na Bíblia, sonho é mencionado 83 vezes no Antigo Testamento e 8 vezes no Novo Testamento, relacionados a coisas muito importantes na vida dos sonhadores:

E eles lhe disseram: Tivemos um sonho, e ninguém há que o interprete. E José disse-lhes: Não são de Deus as interpretações? Contai-mo, peço-vos.”(Gênesis, 40:8 – Bíblia de Jerusalém – Edições Paulinas.)

Amém!


[1] Negrito e parênteses meus.
[2] Memórias, sonhos e reflexões. Ed. Nova Fronteira. p. 294

.
[3] Texto original em ingles. Tradução minha.
[4]Memórias, sonhos e reflexões. Ed. Nova Fronteira.; p. 300.
[5]The nag hammadi library; Gnostic scriptures; Harper S. Francisco; 1988; p. 530.
[6]Jaffé, A.; Memórias, sonhos e reflexões, compilação e prefácio; Ed. Nova Fronteira; p. 19
[7]Jaffé, A.; O mito do significado; Ed. Cultrix; p. 60.