OLÁ GAROTÃO ! VOCÊ TEM UMA RESPOSTA...
O que é que eu vou ser na vida? Leo
Reisler
Esta é a
pergunta mais dramática que pode passar pela cabeça de um jovem. Cuja resposta
fica difícil de ser respondida a medida que a revolução da comunicação vai
tomando conta do mundo, desde os centros cosmopolitas mais sofisticados até as
longínquas aldeias. Por exemplo, ninguém mais vive sem o computador ou
smartphone. A vida está se tornando impraticável sem eles. O seu advento tornou
uma escolha profissional algo muito complexo. Senão vejamos:
- não há mais
uma profissão estável, as pessoas estão trocando de profissão pelo menos 5
vezes durante as suas vidas;
- há inúmeras
profissões sendo rapidamente descartadas como obsoletas e que até há pouco
tempo eram altamente remuneradas e consideradas seguras;
- ninguém
realmente sabe onde esta revolução da comunicação vai parar, quais as suas
consequências a médio e longo prazo;
- o longo prazo
anda dando calafrios em alguns gurus empresariais;
- etc., etc.,
etc., e assim por diante.
Portanto, como
ficamos com “o que vou ser na vida”? Mal, muito mal, sobretudo porque os pais
brasileiros continuam cobrando dos seus filhos uma decisão ainda em tenra idade
com a desculpa de que “você precisa estar bem preparado”. Como vimos, preparado
para o que? Querem eles que um jovem de 15 ou 17 anos tenha cabeça para definir
o que irá fazer com a sua vida nos próximos 30 ou 40 anos: ser um médico
frustrado recebendo o seu ridículo pagamento do SUS ou um mecânico feliz? O pai
quer o médico. Talvez o filho devesse optar por ser mecânico. Mas só Deus sabe.
Ou será que sabe? Se Ele não sabe, muito menos o jovem que além da escolha
precoce vê lá no fundo do túnel (quando estiver formado na faculdade de
medicina...) uma luz que na realidade é um trem expresso em alta velocidade
vindo ao seu encontro. Porque não há visão de um emprego lá na frente.
Terminada a faculdade de medicina ou de engenharia, irá trabalhar como
frentista em um posto de gasolina, se encontrar uma vaga.
Há uma saída?
Há sim! Além do estudo formal mesmo mal
escolhido, em uma escola ou faculdade, trabalhar e estudar colateralmente
outros assuntos desde cedo, ampliando o leque de opções, de preferência línguas
estrangeiras, para enfrentar qualquer dificuldade sem a proteção dos pais.
Mesmo porque em algum momento esta proteção deixará de existir, naturalmente. A
vida voltou a ser muito dura como sempre foi através dos séculos. Talvez nunca
mais volte a ser fácil. É melhor estar preparado. Com uma escolha mais demorada
porém correta. Com muita leitura. Com muito esforço. Sobretudo com muita
independência da mesada ou do esforço dos “velhos”. Isto será viver realmente a sua vida com qualidade, com empenho,
enfim, com intenção de viver como compete a qualquer pessoa que está aqui neste
mundo para isto mesmo. Enfrentando sem receio esta revolução em andamento e
sendo alguma coisa que presta na vida.
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