"OUVIU FALAR" EM CABALA OU CABALÁ ?
QUE TAL COMEÇAR A LER POR AQUI E ESCLARECER DE VEZ ! VOCÊ NÃO SE ARREPENDERÁ ! Na realidade é um curso de Cabala prática para estimular a criatividade e muito mais !
Você e a Cabala
(Texto extraído do meu livro Kabbalah, A Árvore da sua Vida publicado em 1996 e atualmente esgotado.)
Todos estamos
cansados de doutrinadores
que nos falam
sobre Deus
e sobre o
sentido do universo.1
Na Godwin’s
Cabalistic Encyclopedia2 encontramos uma definição de Cabala muito interessante
à página xiii:
“O sistema
cabalístico é aplicável numa surpreendente variedade de campos.... (...)
.............
Há uma certa
evidência de que a Cabala e a Árvore da Vida estão presentes no inconsciente
coletivo mental de cada pessoa, mesmo se ele/ela nunca ouviram falar dela”.
Talvez por isso mesmo, uma das características
fundamentais do conhecimento da Cabala é a de possibilitar a compreensão da
origem das religiões (ocidentais?) porque ela nos propicia uma visão ecumênica
do religar de fato o homem ao seu Deus. A antiga tradição (kabbalah) tem sido mantida na sua forma original através dos
séculos pelos judeus e alguns cristãos. Partilho da opinião de Ze’v ben Shimon
Halevi3 que diz:
”Descobrimos,
por conseguinte, que o projeto do Tabernáculo no deserto do Sinai, reverbera no
Templo de Jerusalém, no projeto da igreja, da mesquita, bem como na Loja
Maçônica e no santuário do ocultista.”
O aprendizado de uma Cabala ecumênica permitirá a você um apreciação
profunda de toda e qualquer religião porque será possível conciliar os “seus
deuses”. Com o seu estudo, o respeito a
qualquer culto passará a ser grande e a compreensão dos ritos quase que
intuitiva, ampliando a sua capacidade de praticar essencialmente aquilo que
estava escrito à entrada do templo de Delfos, na Grécia: “conhece a ti mesmo!” É escutar o próprio coração, aquele semelhante
ao do Adão Primitivo, do primeiro homem que soube, pela primeira vez, escolher
um deus. Ou como disse Leonardo Boff 4:
”O sagrado não
está nos objetos, no altar, na eucaristia, no livro sagrado ou em pessoas
consagradas. O sagrado é a profundidade de cada pessoas humana.”
Assim sendo, você está se iniciando em um
conhecimento, uma escalada interior cuja assimilação não é particularmente
fácil mas permitirá uma reavaliação completa de muitos valores da sua vida; a
tomada de decisões será mais sábia, às vezes muito dolorosa - por uma qualidade
de vida melhor. É disso que trata a Cabala e não de um mistério religioso,
penoso, necessariamente oculto, cujo discernimento pertence apenas aos ascetas
ou religiosos ortodoxos, quando não fanáticos. Afinal de contas, se olharmos o
nosso universo, veremos que a sua constituição é de um caos maravilhoso e não
de um fanatismo venenoso. Ele realmente pertence a quem “saca” e não a quem se
perde em práticas estéreis e sem conteúdo. A prática é uma ferramenta e não um
fim. O fim é o homem! Contemple o de cima que você acabará por entender o de
baixo! Ou vice-versa. E, ao fazê-lo, preste atenção no que diz Elémire Zola5:
“Sofremos com a
perda de toda a qualidade feminina em nós - a arte de ouvir os alertas, de
aceitar a fragilidade, de sentir carinho para com o universo. A arregimentação
masculina, o planejamento, a exploração utilitária cresceu ao ponto de nos
colocar à beira da autodestruição. Desde a infância nós somos torturados para
assumir que o lado esquerdo do cérebro é o nosso único guia confiável .“
Esclarece ainda6:
“...apenas na
Cabala a androginia de Deus torna-se aparente...”
Ainda que, de certa forma, Elémire refira-se ao
ocidente, é uma grande verdade. Como a Cabala
sempre foi estudada por poucos,
nunca sofreu a mesma corrupção dos textos exotéricos. A força da Seshinah, a emanação feminina de Deus,
está sempre presente na sua essência. E a androginia é o seu equilíbrio. Quem a
estuda sabe! Mas, novamente cuidado. Faça como recomendam os sábios: mantenha
os pés bem firmes no chão; a raiz da árvore profundamente fincada. Isso é
absolutamente necessário porque a Cabala trata das realidades que estão além da
nossa capacidade de observar consciente ou cientificamente. Nos últimos séculos
perdemos o costume de lidar com essa forma de conhecimento... talvez porque fazemos como sugere Éliphas
Lévi7:
“O primeiro
movimento religioso do homem é o de se prosternar diante das semelhanças e das
imagens. É o que caracteriza a inclinação para a idolatria de todos os povos em
sua infância. Mas o iniciado se levanta e contempla face a face a imagem
alegórica de Deus, e é quando ele sabe manter-se de pé adorando que Deus fala à
sua inteligência e à sua razão.”


Nenhum comentário:
Postar um comentário
DEIXE AQUI O SEU COMENTÁRIO. É SEMPRE BEM VINDO !!!
Comments here, please.