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Vício em telefone celular é uma realidade,
dizem pesquisadores
Redação do Diário da Saúde
Vício em celular
Estudantes universitárias - mulheres - gastam uma
média de 10 horas por dia em seus celulares, enquanto os estudantes - homens
- gastam um pouco menos, cerca de oito horas.
"Isto deve ser considerado um uso excessivo,
o que representa riscos potenciais para o desempenho acadêmico", de
acordo com um estudo sobre o assunto que acaba de ser publicado no Journal
of Behavioral Addictions.
"Isto é impressionante", disse o
pesquisador James Roberts, da Universidade Baylor (EUA). "À medida que
as funções dos celulares aumentam, o vício nessa peça aparentemente
indispensável da tecnologia tornou-se uma possibilidade cada vez mais
realista."
Há poucos dias, outro estudo mostrou que o excesso de conexões digitais enfraquece as conexões humanas em crianças (Tem filhos? Não deixe de ler!!).
Focando no público jovem, este novo estudo
verificou que cerca de 60% dos estudantes universitários admitem que podem
ser viciados em seu telefone celular, e alguns indicaram que ficam agitados
quando ele não está à vista, relata o Dr. Roberts e seus colegas no um artigo
intitulado "O Vício Invisível".
Atividades no celular
Foram analisadas 24 atividades executadas no
celular, mostrando que o tempo gasto em 11 dessas atividades difere
significativamente entre os sexos.
Algumas funções, sobretudo envolvendo troca de
imagens e fotos, estão associadas de forma significativa com o "vício no
celular". Mas não outras que poderiam parecer viciantes, como o uso da
Internet e jogos, por exemplo.
Das principais atividades, os entrevistados
relataram gastar mais tempo enviando mensagens de texto (uma média de 94,6
minutos por dia), seguidas do envio de e-mails (48,5 minutos), usar o
Facebook (38,6 minutos), navegar na Internet (34,4 minutos) e ouvir música
(26,9 minutos).
Os homens enviam aproximadamente o mesmo número
de e-mails que as mulheres, mas gastam menos tempo em cada um. "Isto
pode sugerir que eles estão enviando mensagens mais curtas, mais
utilitaristas, do que suas colegas do sexo feminino," disse Roberts.
Tecnologia libertadora e escravizadora
No geral, as mulheres gastam mais tempo em seus
celulares, um pouco ao contrário da visão tradicional de que os homens são
mais interessados em tecnologia.
"As mulheres podem ser mais inclinadas a
usar seus telefones celulares por razões sociais, tais como enviar mensagens
de texto ou e-mails para construir relacionamentos e ter conversas mais
profundas," avaliam os pesquisadores.
A equipe conclui que o uso do celular é um
paradoxo, porque a tecnologia pode ser "simultaneamente libertadora e
escravizadora".
"Precisamos identificar as atividades que
tiram o uso dos celulares da categoria de uma ferramenta útil para uma
ferramenta que prejudica o nosso bem-estar e o dos outros," disse
Roberts.
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domingo, 7 de setembro de 2014
TECNOLOGIA OU VÍCIO ?
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